Notícias IPMIEventosGaleria de FotosNotas e Avisos

Nascida para servir

Publicado em 07/01/2015 | 14:43

O ano começou como uma oportunidade de novos caminhos para a servidora Maria Alves da Silva. O destino, porém, será o mesmo seguido há anos. Mariazinha, como é conhecida na comunidade escolar, vai aproveitar o tempo extra que chegou com a aposentadoria e buscar mais formas de ajudar ao próximo. O estilo de vida altruísta escolheu acompanhar essa merendeira de 62 anos desde quando sua memória é capaz de recordar e foi ele que a tirou de uma cama, de onde já não conseguia se levantar.

“Foi para ajudar as pessoas que eu me levantei e hoje estou aqui ”, disse ela, durante a concessão de aposentadoria que aconteceu em dezembro na sede do Instituto de Previdência Municipal de Itapeva (IPMI). Mariazinha conta que os médicos já não acreditavam mais na sua reabilitação quando ela pediu para o marido a levar até a extinta Secretaria da Promoção Social, da Prefeitura de Itapeva. “No caminho para a consulta médica, de tanto eu insistir, meu marido atendeu meu pedido e me levou até a Promoção. Cheguei a falar com os responsáveis, mas eles me disseram que não poderiam me contratar porque para trabalhar eu precisaria andar”, recorda, rindo.

Ela voltou ao local outras vezes, explicando que não queria ser remunerada, mas que queria poder ajudar. Na época, a Promoção Social fornecia sopa para as pessoas carentes. “Eu queria fazer comida para as pessoas, queria ser útil”, diz. Até que um dia os voluntários que atuavam nessa ação solidária passaram a faltar. Foi aí que a responsável da Promoção Social resolveu ir até a casa de Mariazinha. “Ela me propôs o trabalho e eu aceitei na hora. Disse que no dia seguinte estaria lá. E no dia seguinte recomecei a andar”, diz.

Foram dois anos de trabalho sem remuneração, até que em 1986 a risonha Mariazinha aderiu ao quadro de servidores públicos como merendeira. Desde 1986, ela já cozinhou no Espaço Amigo, na Apae, na Casa do Adolescente, na Escola Celso Duch e recentemente servia no Posto de Saúde da Vila São Benedito, cuidando da horta. A solidariedade, no entanto, sempre foi constante. Com a ajuda do comércio e de profissionais liberais, ela organiza uma rede de distribuição de cestas básicas em comunidades carentes. “Há muitas crianças carentes, passando fome. Enquanto eu puder, vou ajudar. Deus vai me dar forças para continuar”.